Na Floresta do Alheamento
      Divagações sobre um tempo etéreo...
      Devaneios imaginários da vida cotidiana que nos engole...

      " ... e que não tardeis tanto quanto o quebrar das almas , no intocável silêncio do desespero."


Sexta-feira, Março 26, 2004

Porque o tempo passa e traz as mesmas lembranças.
Porque eu sou apenas o que ecoa em mim.
Porque eu me desfaço naqueles olhos, que são tão meus, quanto sou deles.

E porque a madrugada de hoje, uma das minhas quintas feiras, eternas noites, efêmeras horas.

E a música fecha o bar, às quatro e dez, com o gosto daquela voz na minha alma.

Ó meu amor, náo fique triste.
Saudade existe, para quem sabe ter.
Minha vida cigana me afastou de você.
Por algum tempo eu vou ter que viver, por aqui, longe de você.
Longe do seu carinho, e do seu olhar.
Que me acompanha, já tem muito tempo.
Penso em você a cada momento.
Sou água de rio, que vai para o mar.
Sou nuvem nova que vem para molhar, esse moço, que é você.
Para mim, você é lindo, dono do meu coração.

Que bate tanto quando te vê, é a verdade que me faz viver.

E porque os dias aqui trazem mais surpresas do que desejos, mais sereno do que fuga, mais porto do que ausência.


Porque o tempo será outro.
E as almas são sempre sintonia.

Comentários [.5.]               posted by Diandra Taliasin at 4:41 AM
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