Na Floresta do Alheamento
      Divagações sobre um tempo etéreo...
      Devaneios imaginários da vida cotidiana que nos engole...

      " ... e que não tardeis tanto quanto o quebrar das almas , no intocável silêncio do desespero."


Terça-feira, Dezembro 25, 2001

O céu da cidade é um mar incansável, permeado de infinitas estrelas como grãos de areia, banhados de luz.
E as luzes das milhares de lâmpadas que iluminam os prédios vazios, trazem hoje, o movimento de ondas que beijam o vento.

Comentários [.2.]               posted by Diandra Taliasin at 1:47 AM
Sábado, Dezembro 22, 2001

Dia de sol. Tempo nublado. Neve caindo. Folhas que dançam com o vento e encenam um balé até pousarem no solo.

Renas correndo pelo parque.
Gatos que latem, dando cambalhotas pelas camas.
Guizos como o coro de mil crianças rindo pela sala.

Uma estrela única, de brilho incandescente, e raios que preenchem todo o espaço outrora vazio.

Cavaleiros, pequenos príncipes, guaxinins, garotos super poderosos, deuses, mortais, fieis, pagãos, musgos, feijões, sereias, bichos e focinhos, postes elétricos, filósofos, guerreiros, poetas.
E todos, meus sempre nômades.


Comentários [.1.]               posted by Diandra Taliasin at 9:04 AM
Sexta-feira, Dezembro 21, 2001

E veio o enlace.
Passou rápido e fugaz, como se a celebração fosse apenas formalidade.
O aviso, por terceiros pelo telefone, quase uma semana depois.
A felicitação, por mail, com o olhar estático de não saber o que fazer com o carinho e encanto.

Sinal dos tempos, ou mesmo a morte daquele belo e simples momento de compartilhar.

Comentários [.2.]               posted by Diandra Taliasin at 10:25 PM

Encontro a magia das viagens pelas cidades que passam a fazer parte de mim.
Descobrir os homens por trás dos olhos... se perguntares direi que não saímos dos lugares casa carregando os mesmos sonhos de antes... passam rosas, mariposas, conversas, desafios.
E ficam sensações, corações e promessas.
Enquanto meu lado racional briga incansavelmente com minha alma, desponta a magia que acalantou os últimos dias do ano e os primeiros instantes desse admirável novo tempo que estamos escrevendo.
Como sempre escolhemos caminhos que serão trilhados... e aqueles que nos acompanharão.
Cada hora que vivemos juntos, novas estradas se abrem, encruzilhadas surgem do nada... escolhas que temos que fazer, desígnios que nos marcam.
De novo, estarmos juntos, compartilhando nossas ilusões, nossas
expectativas... crescendo juntos, construindo aquele que será o nosso
sonho.
E em meio a tantas opções, cada um é o rei de seus castelos.
(parei pra ler... será que meus passeios pelas letras serão compreensíveis? Eu às vezes me enebrio de meus devaneios e me escondo, como Fernando Pessoa, numa floresta de
alheamento... onde as brumas guardam os recônditos das almas.)
Dicotomia é a chave do que somos.
E encontrar a beleza de apenas enfrentar os dias.
Como quando achamos a borboleta azul que nos guia na floresta... de um instante a outro, abre-se um portal encantado no meio de tanto cinza.
Novos sonhos, antigos amigos embalando novas escolhas.
Acho que estou melancólica hoje... nada ruim... só aquela calma e aquele banzo dos momentos que tivemos, das ilusões que construímos um dia.
Ouço John Lennon... And qhat have you done.. another year over, and a new one just begun.. que se mistura com Enya e Almir Satter, em uma mescla sui generis e encantadora..
Você viu Treesome? Acho que em portugues é Três formas de amar... os três amigos que vivem um tempo absolutamente distinto de estar? E depois se separam, guardando os carinhos, os encontros, perdidos no turbilhão de rotinas diferentes, de caminhos díspares? A última frase do filme: "I wonder how some people can be such a necessary part of one's life, one day.. then simply vanish the next..."
Assim me sinto, por vezes, mas as lembranças daqueles que foram queridos surgem como estrelas iluminando os instantes de viver.


Comentários [.1.]               posted by Diandra Taliasin at 10:18 PM
Quarta-feira, Dezembro 19, 2001

A colcha de quadradinhos que arrastou-se durante o ano, chegou a termo hoje.

Comentários [.2.]               posted by Diandra Taliasin at 8:28 PM
Terça-feira, Dezembro 18, 2001

Ontem, na hora que estava voltando pra casa, parada num dos incontáveis sinais que afloram nesta cidade, olhei o céu.
E me encantei com o azul mais bonito jamais visto.
Como se o céu explodisse em sons de serenidade, e tentasse levar ao mundo a plenitude que se esconde atrás das nuvens.
E fiquei assim, parada um bom tempo, somente me embebedando dos matizes das cores que a luz refletia... simples ilusões criadas pela ótica de um prisma; claras sensações previamente estabelecidas e registradas pelos nervos.
Ao mesmo tempo, momento único que não mais existirá. E em nenhum tempo futuro ou n'algum tempo passado existiu tal azul.
E assim meio melancólica, voltei aos meus domínios e, absorta pelo céu da cidade de luzes, busquei refúgio na varanda (último elo de ligação com o mundo, em meio a tantas paredes de concreto), e me perdi em meus sonhos, embalados pela cadeira de balanço e um copo de conhaque.
O ritmo tranquilo da cadeira acompanha a memória dos dias que foram... e o exercício de rememorar o ano que foi, ensaiando os instantes que o novo ano trará.

Comentários [.1.]               posted by Diandra Taliasin at 9:58 PM
Segunda-feira, Dezembro 17, 2001

A frase da madrugada de hoje, embalada em sons metálicos das cordas de um velho violão de carvalho e aço.

Cartola cantava os não ditos de cordas de aço. Os violeiros do Pantanal carregam a melancolia e a significância das doze cordas que traduzem um mundo.


   "O violeiro passa metade de sua vida afinando a viola. A outra metade toca com ela desafinada mesmo."

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei,
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
É preciso o amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
estrada eu sou.

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora.
Cada um de nós compõe a sua história,
cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais.
Cada um de nós compõe a sua história,
cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.


Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 11:21 PM
Domingo, Dezembro 16, 2001

Newsflash da MNN

(Leuters)

O recente CD do Anão Histriônico e os Magos Discretos emplacou ontem na Magical-music Television (MTv) a canção nº 1 entre as mais pedidas do dia. A música "Tem uma Maga Babando no Meu Grog" foi a sensação do especial do CD "Perdidos no Régio". Espera-se para breve novos sucessos.

(com informações da redação)

A exposição popular torna-se cada vez mais patente.


Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 4:52 PM
Sábado, Dezembro 15, 2001

O Anão Histriônico e os Magos Discretos.

Ato 1 - Perdido no Régio.
Cena 1 - Tem uma Mulher Babando no meu Grog.

Grande sucesso de venda. Doze discos de platina ou qualquer outro metal. Número 1 da parada de sucessos do acasalamento das borboletas na aurora boreal do Pólo Norte, ou algo assim.


Comentários [.1.]               posted by Diandra Taliasin at 10:47 PM

Quando chove, embebidas na fluida luz que a noite acalenta, surgem imagens refletidas no asfalto da cidade.
Cidade cheia de luzes, hoje cheia de reflexos dos mundos que habitam embaixo da água.



Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 10:47 PM
Sexta-feira, Dezembro 14, 2001

Meu lago sereno e plácido celebrou hoje mais uma passagem do tempo.

Comentários [.1.]               posted by Diandra Taliasin at 10:09 PM
Quinta-feira, Dezembro 13, 2001

Para fechar o cadeado da caixa de Pandora.


   Insônia

Em meio a mais uma de minhas solenes insônias, aproveito o silêncio que se instaura e impera, para pedir, graciosamente, desculpas por tudo o que não conseguirei ser ou compreender, e também pela porta do carro que bati com tanta força.

Não pretendo julgar-te, e nem mesmo arrisco dizer entender-te, mas visualizo tua angústia, e a sinto tão plausível e presente como a chegada do outono, que, em Brasília não se sabe, mas se vive.

Conversar contigo hoje, se faz exercício de conversar com o mundo.

E me recordo de estórias de noites e estrelas, de sonhos que morreram e de dores que passaram. E não creio que houvera outro instante de conhecer-te.

De forma incoerente e inexplicável, os homens se deparam com o que negam, e com o que, na maior parte das vezes, mais precisam ouvir (reconhecer).

Será mesmo?

Ficou meio embaralhado isso aí de cima, não é? Bom, deve ser a velocidade do pensamento que se já nem mesmo a fala acompanha, que dizer da escrita.

Recordo o que conversávamos nos últimos dias, e junto ao que não foi dito no dia em que estivemos juntos. E, embrenhada em Sartre, deparo-me com a sentenca: "O que importa não é o que fizeram de nós, mas o que fizemos daquilo que fizeram de nós."

Isso te lembra algo? E como é engraçado, por vezes, descobrir que outros conseguiram transformar em pensamentos concretos e articulados o cabadal de sensações que vivemos e não alcançamos compreender: se falamos o que sentimos ou o que não, saber o que somos parece até não ser. E se não sabemos falar, somos o que sentimos. E é isso o que mais bravamente negamos.

Em todos os caminhos que escolheres, ou não, encontrarás pessoas que te farão rever tudo o que fostes até hoje. Tanto por serem maiores que ti, quanto por não seres o que sois. Mas essa busca do que almejamos não pode ser interrompida: como num pêndulo que oscila pelo infinito, confiarás de novo, e de novo acreditarás nos homens e construirás castelos que o vento poderá fazer ruir... te decepcionarás, e até te sentirás perdido, sem caminhos para seguir.

Mas, nunca, em nenhum momento, poderás fugir de seres tú.

Será que ao menos essa certeza fica pra ti hoje? E de novo peço desculpas por não ser o que esperavas de mim. Mas quisera que confiasses em mim, e que pudéssemos sentar e conversar horas sobre os sonhos que tivemos, e as ilusões que ainda teimamos em manter.

Queria contar-te estórias que as estrelas escondem sobre homens que sofreram muito... sobre aqueles que foram felizes... poder passar a mão no teu cabelo e sorrir porque uma borboleta passou voando.

E conversar sobre o exílio e o dragão que carregas nas costas.

E queria poder dar-te um abraço e até ficar em silêncio admirando um sol se pondo. Te sinto sempre tão frágil e ao mesmo tempo tão forte e resoluto.

Talvez seja essa a primeira impressão que surgiu de ti. Desculpas por tudo e qualquer coisa... realmente não alcanço pensar ou saber o que sois, mas, se outros mundos te parecerem passíveis de confiança, estarei aqui, como metade da humanidade que ainda passará por ti.

Estendo a mão, para fazer-te um carinho e te dar um sorriso.
Nos sonhos mortais que ainda temos, na alma de deuses que nos compõem.

Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 9:14 PM


   Sessão Fundo do Baú

Achei que esse relato meio perneta tivesse sido perdido com os anos e os ventos dos dias. Mas não.. ele estava apenas escondido dentro de um disquete na gaveta.

E para trazer sorrisos, e mesmo in memorian de uma outra época, espalha-se pela tela o ano novo de 1997/1998.

Tanto mudou e outro caminhão de tantos e cantos se desfez. Alguns continuamos aqui, outros em diversos caminhos.
Vale pela lembrança e pela fotografia mental que aparece.
Vale pela vida.
Vale por nós.
Blargh. Mais meloso escorria pela tela.

Leia o texto se não se entediar. Éramos quase noventa, e de certa forma, ainda somos os quase noventa em algum lugar.

Correção - Algumas horas os escritos trazem lembranças que compreendemos como maturidade e aprendizado. Outras ainda carregam consigo rancores e incompreensões de tempos passados. Seríamos mais felizes e completos se conseguissemos realmente apreender e evoluir. Nem sempre é possível, nem todos somos capazes.

Deixo as estórias onde elas moram. E que suas memórias sejam retratos nítidos para alguns, e apenas chismes para outros.


Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 8:58 PM

Boa Noite Nicolau

Fico sempre muito melancólica nessa época.
Me perco na hipocrisia dos que já não mais sonham e me amargura ver o fio da magia, que a cada ano se torna mais volátil.
E por magia, não entenda grandes encantamentos, nem absurdas poções de brilho e glamour.
Apenas a magia de ver beleza nos dias. De compreender e absorver a simplicidade assustadoramente bonita das pequenas coisas que apenas nos cercam.
Mas todo ano respiro e me escondo por um tempo... volto aos encantos que tivemos, aos lugares onde fomos felizes e descobrimos sorrisos.
Em tempos que nem sempre estão conosco.
E busco os sonhos perdidos no Natal.
Pelas criancas que somos e crescemos, pelos homens que já não acreditam no fantástico e etéreo, pelos caminhos que separam as almas.
E me enaltece encontrar sempre tantos outros devaneios que ainda podem ser vividos.
Não tive que ir muito longe esse ano. Nunca é preciso ou urgente ir muito longe de nós mesmos.
Nano segundos envolvendo os homens nesse instante.
E guardo os desejos, alegrias e sentidos, para devolver àqueles que já não os encontram.
Com estrelas e almas em polvorosa, guardando os caminhos que viveremos.
Feliz celebração de nós, capazes de reconhecer fagulhas de luz dentro dos olhos.

As vezes é apenas distinto passar por cima do sarcasmo e do cinismo tão introjetado.


Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 8:00 PM


   Reminiscências ou algo parecido

Tentando colocar a casa em dia, ela se depara com lembranças e memórias de tempos que hoje parecem imemoriais.
Imagens e sons se mesclam em uma dança absurda e turbilhonada por temporais e ventos esparsos de uma outra era.

O que era afinal?

"Life is a comedy for those who think and a tragedy for those who feel."
Horace Walpole

A paz, o amor, a quietação e o riso
a meus olhares não tem mais encanto,
Porque minh'alma se despiu de crenças,
E do sarcasmo se embuçou no manto."
Fagundes Varela


Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 7:48 PM

São horas como essa em que paramos pra admitir que ou desvelamos a verdade com todas suas nuances, ou simplesmente ignoramos a existência do resto da humanidade.

Minhas eternas dúvidas... Porque, ó mortais, não sois capazes de guardar os cristais que lhes são entregues como dávidas?

Alguma relação mórbida e surreal deve existir nessa quest absurda em quebrar tudo o que carrega beleza.

As máscaras sustentam, mas não compõem a vida. Apenas a disfarçam. E sempre chega a hora do confronto.

Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 2:22 PM
Terça-feira, Dezembro 11, 2001

Ainda não tive a oportunidade de ouvir nenhuma das composições (mais uma ausência nos últimos tempos), mas uma sereia me contou que o primeiro CD do estupendos menestréis: O Anão Histriônico e os Magos Discretos.

Ato 1 - Perdidos no Régio.

Uma hora alguém me explica. Minha lembrança ainda paira sobre os laços de fita coloridos dos cachorros demônio-dálmatas, e o som do sino que tudo para.


Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 10:15 AM

A luz bruxeleante de mercúrio dos postes insiste em arremessar palavras. Talvez descontentamento pelos nicolás que estão agora pregados em suas linhas. Talvez apenas falta do que fazer.

Você passa aqui, procurando letras. Vai por mim, também estou tentando descobri-las, mas acho que elas aproveitaram um recesso forçado e foram tirar férias no Timbuktu.

O irrisível é que eu consigo ter lampejos dos seus passos correndo. Como crianças brincando de esconde-esconde, atravessando corredores de uma casa imensa.

Está na hora de gritar: Salvo!


Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 10:10 AM
Domingo, Dezembro 02, 2001

A lua, indecente.
Perspectiva crescente.
Transgrido os limites que transcendem.
A turmalina flameja em verdes lábios,
queimando olhares,
desejos,
azares,
espelhos.
Apenas a presença, incessante,
intermitente,
imperfeita,
impávida,
imperiosa.
Mais uma alma cai, envolta em doces sorrisos.

Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 3:17 PM


   Cenas Bizarras e Dantescas na Madrugada

Ato 1 : Charles Dickens e o Telmo, tentando espantar uma mariposa que beijava a lâmpada incandescente. Entre retê-la nas mãos e propiciar-lhe a liberdade pela janela, a saída foi o chinelo no edredon.

Ato 2: Telmo sentado em uma cama , com um prato de macarrão pré pronto, da Maggi, Sabor quatro queijos. É imprescindível ressaltar o sabor e a marca!
- Charles, faz aviãozinho, enquanto eu converso com meu estômago, e lhe explico que essa é a coisa mais gostosa dos últimos tempos.

Ato 3: Comparado com o macarrão pré pago, tendo o Telmo aparecido no meio e Dickens rolando dentro da sepultura, descubro que elogios são subjetivos e absolutamente assincráticos.

Em suma, musgo verde gosta de macarrão quatro queijos e de vampiros escoceses.
O que marca e floreia sorrisos é a transparência, a naturalidade e a paz de espírito.
Quando somos nós e somos serenos, somos mais completos nos infímos encontros que passam por nós.

Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 3:03 PM

Porque ciclos encerram o que já não mais está em nós.
Porque recomeços são estrelas azuis, que singram céus desenhando as novas imagens do que almejo.
Porque este instante é o primeiro segundo de tudo o que virá.

Como não via há tempos, um arco-íris fulgurante brilhava no céu deste fim de tarde. Jack o seguia, embevecido, até que a Praça com seus gêmeos e a senhora sem olhos atravessou nosso caminho.
No lugar do pote de ouro, um ponto de ônibus.

A aurora de um novo ano seja saudada.

Comentários [.0.]               posted by Diandra Taliasin at 2:55 PM
Feeling today: The current mood of tinuviel@brhs.com.br at www.imood.com
:: Sons
:. Diary of Dreams - Flood of Tears
:. Dave Matthews Band - #41, Say Goodbye
:. Rufus Wainright - Poses
:. J.S.Bach - Cello Suites
:. Cordas,sempre, tanto e mais, cordas
 
:: Letras
:. As Aventuras de Um Violoncelo
    - Carlos Prieto
:. Siddartha - Herman Hesse
:. The Dragonriders of Pern - Anne McAffe
:. Fernando Pessoa - Obra Poetica
 
:: Memorias
 
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