Na Floresta do Alheamento
      Divagações sobre um tempo etéreo...
      Devaneios imaginários da vida cotidiana que nos engole...

      " ... e que não tardeis tanto quanto o quebrar das almas , no intocável silêncio do desespero."


Quinta-feira, Julho 05, 2007

E a moça, entre o brincar com os cachos que teimam em descer-lhe ao rosto, e o sutil movimento de desenhar sonhos para os que ela guarda, se percebeu desperta.

Os gestos lentos, o espreguiçar dos sentidos, o som cristalino do riso amanhecido.

Como no quadro de Van Gogh, a explos?o de luzes dançando no céu, saúdam o recomeço da noite estrelada.

Comentários [.4.]               posted by Moça dos lírios at 9:59 PM
Sábado, Maio 22, 2004

E a moça se pergunta, porque ainda fia histórias de paixoes tortas.

e porque insiste em tecer contos que se perdem quando a concreta realidade chama os protagonistas.

Talvez porque sejam fábulas.
Talvez porque seja tola.
Talvez porque aquela porta, a última a ser cerrada, deva permanecer envolta nas brumas, que acolhem os olhos que nao aprenderam a chorar.

e sempre o cristal frio, que guarda a alma da moça, se distancia do tempo.


Comentários [.11.]               posted by Moça dos lírios at 8:15 PM
Quinta-feira, Maio 06, 2004

e sempre há uma resposta para os insondáveis ciclos.
Mesmo que eu não a perceba, ou a abrace.
E ela chama, e recorre, e percorre a alma.

E eu abro a porta, como quem descerra a cortina do amanhecer.


Time, where did you go?
Why did you leave me here alone?
Wait, don't go so fast
I'm missing the moments as they pass

Now I've looked in the mirror and the worlds getting clearer
So wait for me this time

I'm down,
I'm down on my knees
I'm begging for all your sympathy
But you, (I'm just an illusion) you don't seem to care (I wish that I could)
You humble people everywhere (I don't mean to hurt you)

Now I've looked in the mirror and the world's getting clearer
I'll take what you give me
Please know that I'm learning
So wait for me this time

I should've know better
And I shouldn't have wasted those days
And afternoons and mornings
I threw them all away

Now
This is my time
And I'm going to make this moment mine
(I shouldn't have wasted those days)

I'll take what you give me
Please know that I'm learning
I've looked in the mirror
My world's getting clearer
So wait for me this time

This time, this time, this time

Ohhh, this time
This time
This time

Comentários [.7.]               posted by Moça dos lírios at 11:10 PM
Sexta-feira, Março 26, 2004

Porque o tempo passa e traz as mesmas lembranças.
Porque eu sou apenas o que ecoa em mim.
Porque eu me desfaço naqueles olhos, que são tão meus, quanto sou deles.

E porque a madrugada de hoje, uma das minhas quintas feiras, eternas noites, efêmeras horas.

E a música fecha o bar, às quatro e dez, com o gosto daquela voz na minha alma.

Ó meu amor, náo fique triste.
Saudade existe, para quem sabe ter.
Minha vida cigana me afastou de você.
Por algum tempo eu vou ter que viver, por aqui, longe de você.
Longe do seu carinho, e do seu olhar.
Que me acompanha, já tem muito tempo.
Penso em você a cada momento.
Sou água de rio, que vai para o mar.
Sou nuvem nova que vem para molhar, esse moço, que é você.
Para mim, você é lindo, dono do meu coração.

Que bate tanto quando te vê, é a verdade que me faz viver.

E porque os dias aqui trazem mais surpresas do que desejos, mais sereno do que fuga, mais porto do que ausência.


Porque o tempo será outro.
E as almas são sempre sintonia.

Comentários [.5.]               posted by Moça dos lírios at 4:41 AM
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004

O medo - não o tempo - é inimigo do amor.
O medo - não a morte - é adversário da vida.

E empresto Lya Luft, nesta noite de chuva leve, de gosto de neblina no ar, de incenso pela casa, de pequeninas velas pelas estantes, onde o tempo é de calar e olhar a indistinta conversa das vozes que moram na minha alma esses dias.

A moça da floresta se deixa ficar, não mais alheia apenas, mas absorta.

Um instante de silêncio cheio de sons, de ouvir as marcas daquelas memórias.
Antes de arriscar o próximo passo.


Comentários [.6.]               posted by Moça dos lírios at 9:40 PM
Terça-feira, Fevereiro 24, 2004

Estender os dedos e enlaçar aquela alma.
Os olhos que me serenam, hoje, ontem, e num sempre contínuo de ondas que suavizam o tempo.
A voz que engole os meus sentidos, que me quebra dentro dos muros fantasiosos que considerava seguros, e que apenas me escondem.



Comentários [.0.]               posted by Moça dos lírios at 2:22 AM
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004

Ela é filha dos anjos e corteja a solidão.
Feiticeira sem espelhos.
O peito que explode, arrastado por cavalos selvagens.
Enquanto o porto, que sempre a clamou, aguarda aquela volta.

Comentários [.0.]               posted by Moça dos lírios at 11:35 PM
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